| Eficiência Energética |
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Redução de consumo pode gerar economia de até 100 bilhões de euros por ano.
Em evento realizado no Ciesp, debatedores mostram que é possível conciliar desenvolvimento sustentável e competitividade nas indústrias.
Para Hamilton Pollis, chefe da Divisão de Planejamento de Conservação de Energia da Eletrobrás, o mercado tem se tornado bastante competitivo. “Depois do apagão energético de 2001, as pessoas começaram a valorizar a compra de equipamentos mais eficientes”, garantiu o engenheiro, que em sua apresentação falou sobre o selo Procel de Economia de Energia – uma parceria com as indústrias para a etiquetagem de produtos com maior eficiência energética.
Projeção para 2020 A representante do WWF apresentou a Agenda Elétrica Sustentável 2020, um estudo de cenários para um setor elétrico eficiente, seguro e competitivo no Brasil. De acordo com o relatório, que propõe um cenário elétrico sustentável, haveria uma baixa de 78GW (gigawatts) de consumo de energia, além da economia de R$ 33 bilhões na conta nacional de eletricidade, estabilização nas emissões de CO2 e diminuição do risco de novos apagões. Para isso, o estudo propõe maior utilização de fontes renováveis e redução da necessidade de expansão de capacidade instalada de tecnologias convencionais (como por exemplo, as hidrelétricas). “Explorando fontes renováveis, como biomassa e energia eólica, estimamos 8 milhões de novos empregos, o que é excelente para a economia do país”, garantiu Karen. De acordo com ela, é comum as pessoas alegarem que o estudo não atende as demandas de crescimento do país. “Usamos os mesmos dados já existentes nas projeções de desenvolvimento feitas pelo governo. Queremos mostrar que é possível conseguir outro cenário utilizando as mesmas bases”, rebateu a gerente do WWF.
Para ONU, mudanças climáticas afetarão diretamente a economia Baseado nos dados do relatório IPCC/ONU (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), Akasaka fez um panorama das mudanças previstas para a América Latina: aumento da temperatura, diminuição da umidade do solo, salinização e desertificação das áreas agricultáveis, o que vai afetar diretamente a economia e setores industriais. “Não é minha intenção fazer um discurso apocalíptico. Temos opções boas e realistas para começar a mudar esse quadro, como o uso eficiente da energia”, ressaltou. O secretário também elogiou o Brasil em sua capacidade inovadora, citando o exemplo do uso de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Vitor Seravalli, diretor do Departamento de Responsabilidade Social (DRS) do Ciesp, enfatizou a importância de colocar o tema em debate. “A sustentabilidade tem que ser buscada como estratégia nas empresas, e nossa missão é ajudar a criar essa consciência”, afirmou. Henrique Lian, gerente de sustentabilidade da CPFL Energia, aposta no diálogo e na parceria entre sociedade, governo e iniciativa privada para a mudança do quadro. “Precisamos sair do estado de diagnóstico, propondo ações de adaptação, mitigação e reversão”, sintetizou.
Agência Ciesp de Notícias |
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